segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cinema




Capítulo 1 - O mundo em movimento

·      A invenção do cinematógrafo.


Há muito pouco tempo, aproximadamente cento e dez anos, Os Irmão Lumière, inventaram um aparelho nomeado cinematógrafo, e com ele projetaram em Paris um pequeno filme chamado “A chegada do trem na estação de Ciotat”, os espectadores reagiram espantados.
Vista hoje, a cena é muito simples. Quase tudo que acontece está dito no nome do filme: um trem aparece ao longe e entra em uma estação, vindo em direção da câmera. Na época, o público assustou-se, como se o trem fosse atravessar a tela, invadir a sala e atropelar os espectadores.


Vídeo: “A chegada do trem na estação de Ciotat
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Essa história mostra como o estudo das imagens não conduz a algo tão simples e evidente quanto parece à primeira vista. Também é espantoso. Os primeiros registros de imagens em movimento, feitos em 1895, eram curtos. Duravam em geral um ou dois minutos, e as “histórias” que contavam eram como esta da chegada do trem à estação. Rápidas, simples, diretas. No entanto, surpreendiam, maravilhavam, amedrontavam a pessoas. Por quê?
Porque para elas tudo isso era novo. Depois de alguns meses, no entanto, eles já não se interessavam por aquelas cenas. Já haviam aprendido o truque.
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Vídeo: "Primeiros filmes dos irmãos Lumière"
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·      A magia do cinema. ... .
Os irmãos Louis e Auguste Lumière talvez não tivessem consciência de que estavam criando um meio de expressão importante. Chegaram a dizer que “o cinema é uma invenção sem futuro”. Porém, ainda no fim do século XIX, o cinema começava a engatinhar como arte pelas mãos do francês Georges Méliès, um ilusionista que percebeu a  potencionalidade  da camera de filmar.
Méliès eu ao cinema uma nova dimensão: uma máquina de criar sonhos, de transformar em realidade visível, partilhável pelos demais espectadores, as mais mirabolantes fantasias da mente humana.
Mélies criou a trucagem. A princípio foi um acaso. Certa vez a câmera que usava parou. Quando voltou a funcionar, Méliès prosseguiu s eu trabalho normalmente. Ao ver o filme pronto percebeu que algumas coisas haviam mudado: os objetos e as pessoas não ocupavam mais as mesmas posições. Bastou isso para ter o grande clique. Se, em vez de parar o filme por acaso, o parasse sistematicamente e substituísse certos elementos, faria surgir e desaparecer coisas, como um ilusionista.
Ora, Mélies era um ilusionista, antes de ser cineasta. Isso foi o suficiente para desenvolver o processo e fazer de seus filmes espetáculos de pura magia.
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Vídeo: "Viagem a Lua" de Georges Méliès (versão clássica)
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Vídeo: "Viagem a Lua" de Georges Méliès  (restaurado em cores e com música)
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Vídeo: "George Méliès, o pai do cinema fantasia"
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·      O cinema vira linguagem.
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Até o início da década de 1910, o cinema era apenas um “teatro filmado”. As cenas retratavam apenas os atores de corpo inteiro no atuando em um cenário (montado ou natural).
Porém a partir das experiências o diretor americano D. W. Griffith, surgiu a linguagem cinematográfica.
Ex-ator de teatro, Griffith realizou seu primeiro filme em 1908, na Companhia Biograph, e sua principal contribuição constituiu, justamente, em distinguir cinema e teatro. Ele escreveu:
“Quando entrei para a Biograph, no número 11 da rua 14, em Nova York, a projeção de um filme não passava de uma representação teatral fotografada. Ao mesmo tempo, o principal atrativo dessa última forma de espetáculo, os diálogos, não existiam. A câmera, conforme o costume da época, parecia estar pregada no chão (...). A iluminação era fornecida ora pela luz natural, ora por lâmpadas de mercúrio dispostas parcialmente no palco. (...) Todas as cenas eram filmadas, do começo ao fim, de um único ângulo. Não existia nenhuma forma de transição para ligar as seqüências.”
Griffth escolhe como parceiro de aventura, na Biograph, o fotógrafo Billy Bitzer, o único que parecia inconformado com a falta de ambição de seus colegas para explorar o novo meio. É Griffth que, pela primeira vez, decide colocar a câmera próxima ao rosto dos atores.
Mas os atores reclamaram. Vinham do teatro e se espantaram com os novos métodos: afinal, o público pagava para vê-los de corpo inteiro.
Griffth foi paciente. Levou-os para ver as projeções e mostrou-lhes como um plano mais próximo do rosto não era uma mutilação do corpo, mas, ao contrário, realçava a intenção dramática da cena. Além disso, a luz de Billy Bitzer e a maquiagem esecialmente concebida para as filmagens, diferente da maquiagem teatral usada até ali, salientava ainda mais suas interpretações.
Graças a nova luz, aos planos aproximados e às novas técnicas de maquiagem, mudou também a interpretação os atores, que passaram a gesticular menos exageradamente.
Mas a ambição de Grifffth ia mais longe: ele pretendia fazer do cinema um espetáculo autônomo, em que o espectador não assistisse apenas ao drama representado, mas se sentisse dentro dele. Griffth desenvolveu a técnica da montagem paralela – na qual duas ações que se desenvolvem ao mesmo tempo alternam-se na tela – e foi um dos primeiros a usar o travelling – realizar uma cena com a câmera em movimento.
        Griffth juntou todas as suas invenções em um só filme, O nascimento de uma nação, e assim surgia o que chamamos linguagem cinematográfica, mais ou menos como a conhecemos hoje. Ao contrário dos filmes anteriores, este era, além do mais, um longa metragem. Explica-se: o velho teatro filmado podia ser suportável durante alguns minutos. Mas, para prender a atenção do espectador na sala durante noventa ou cento e vinte minutos, a fórmula de Griffth era indispensável. Griffith queria contar grandes histórias e histórias grandes. .


Filme completo: "O nascimento de uma nação"  de D. W. Griffith. (3 horas de filme!)


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·      Sofisticações e premiações.
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Com o passar dos anos, o cinema foi ganhando inovações – O filme ganhou som, cor, efeitos especiais cada vez mais sofisticados, projeções diferenciadas como o formato cinema scope (conhecido como wide-screm em formato Vídeo/DVD), projeções ao ar livre, salas que se movimentam, entre muitos outros recursos que tornaram o filme um espetáculo de arte e entretenimento. .


Vídeo: "Testemunha da história" (Os primeiros filmes falados)

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No mundo existem diversos festivais que valorizam os profissionais de diversas áreas do cinema, desde o elenco, direção, produção e equipe técnica. Dentre estes festivais podemos destacar o festival de Berlim, Na Alemanha – que premia os profissionais com o Urso de Ouro e de Prata; O festival de Cannes, na França - que premia os profissionais com a Palma de Ouro; O festival de Veneza, na Itália - que premia os profissionais com o Leão de Ouro; E o maior e mais conhecidos de todos, o Oscar, nos Estados Unidos – a cerimônia do Oscar acontece desde 1929 e o troféu que é dado aos vencedores também leva o mesmo nome da cerimônia que premia diversas produções daquele país, produções estrangeiras, filmes comercias e artísticos. No Brasil o festival mais importante é o de Gramado, no Rio Grande do Sul, e premia os vencedores com o troféu Quiquito de ouro, que tem a forma de uma pessoa com a cabeça de sol. . .



Vídeo: A história do cinema
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ilusão do cinema
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 A filmadora é um mecanismo que tira 24 fotos por segundo.

* Se você fotografar uma pessoa piscando, com esse mecanismo, após a revelação, você terá fotografias em série do movimento: olho aberto, depois começando a fechar, um pouco mais fechado, etc.

* Colocando a série de fotografias num projetor, será mostrado o movimento a uma velocidade de 24 fotos por segundo. Como isso é mais rápido do que o seu olho pode ver, você tem a ilusão de estar realmente vendo um olho piscando na tela.


* Assim se dá a ilusão de movimento e isto é o cinema! O mesmo acontece também nos desenhos animados. Só que em vez das fotos temos desenhos.

 * Aliás, é o mesmo princípio de todos os inventos que antecederam o cinema: o praxinoscópio, o cinetoscópio, o fenascitoscópio... Todos esses aparelhos foram inventados para enganar nossos olhos.

* O cinematógrafo dos irmãos Lumière era até mais simples: o mesmo aparelho filmava (ou seja, fazia as fotos em série) e depois fazia a projeção na tela.

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Vídeo: Como funciona o projetor de cinema.
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Vídeo: Como funciona a tecnologia 3D..
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Vídeo: Evolução do registro visual e sonoro (primeiros mecanismos de ilusão).
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A filmadora e o projetor
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Podemos definir tecnicamente o cinema como uma sucessão de imagens numa tela, obtidas por projeção óptica, em que se tem a sensação, pela troca rápida de imagens, de um movimento contínuo.
As imagens que possibilitam o cinema devem ser, portanto, translúcidas e positivas, uma vez que a projeção óptica necessita de um feixe de luz que transpasse a imagem gravada, e esta seja formada e ampliada por uma lente, possibilitando assim sua projeção externa à própria imagem gravada.
Para que este efeito funcione, há necessidade de capturar e projetar a imagem em sistemas similares, compatíveis e padronizados. O instrumento utilizado para captação de imagens é uma câmera cinematográfica, composta por elementos óticos e mecânicos (e modernamente alguns eletrônicos que regulam com maior precisão suas funções) que capturam uma sucessão de imagens.

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Filmadora:





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Capítulo 2 - A linguagem do Cinema

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continua... 


Abaixo postei algumas das mais famosas 
cenas do cinema para analisarmos 
a linguagem que estudamos.



Cenas mais famosas do cinema:
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Cenas do filme "Viagem a Lua" (1902)  
 


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Cena do filme "Encouraçado Potemkim" (1925)   
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Cena do filme "Tempos Modernos" (1936)  
 
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Cena final do filme "O Mágico de Oz" (1939) 
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Cena final do filme "E o vento levou" (1939)   
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Cena do filme "O Grande Ditador" (1940)  
 
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Cena do filme "Cantando na Chuva" (1952) 
 
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Cena do filme "O Pecado Mora ao Lado" (1955)  
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Cena do filme "Psicose" (1960)  
 
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Cena do filme "O Bom, o mau e o feio" (1966)  
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Cena do filme "2001 - Odisséia no espaço" (1968)   
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Cena do filme "Rocky - O lutador" (1976)    
 
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Cena do filme "Embalos de Sábado a Noite" (1977)    
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Cena do filme "Grease - Nos tempos da brilhantina" (1978)  

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Cena do filme "Indiana Jones" (1981)
  
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Cena do filme "E.T. o extraterreste" (1982)
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Cena do filme "Pulp Fiction" (1994)
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Cena: Abertura do filme "O Rei Leão" (1994)
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Cena do filme "Titanic" (1997)
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Cena do filme "Matrix" (1999)
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Cena do filme "Cidade de Deus" (2002) 
 
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Cena do filme "300" (2007)  
 







Atividade – PRODUÇÃO DE VÍDEO.  (Grupo com até 4 alunos)


Desenvolver um pequeno vídeo (de 1 a 2 minutos) usando as linguagens cinematográficas aprendidas nas aulas sobre cinema (Planos, Movimentos de câmeras e transições de cena). Temas sugeridos: Vídeo de homenagem a algum colega, homenagem a algum professor ou professores, vídeo de despedida para a formatura da turma, Vídeo clipe musical, Lip dub, Flash Mob. Não esqueçam de inserir os créditos no fim do vídeo. 



3 comentários:

  1. Parabéns Prof. Douglas!!! Essa aula sobre cinema está perfeita.

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  2. Como sempre fantástico! Obrigada por compartilhar seus conhecimentos conosco. Parabéns.

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